sexta-feira, 9 de maio de 2008

As Mães de Minha Vida

D. Tica (minha querida sogra, com seu neto Abelardo)


Eró, mãe dos nossos filhos, Ana e Abelardo









D. Ritinha (mãe suplente da gente)













D.Lia de "Aparício" (minha mãe)


Para Sempre

Por que Deus permite
Que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
É tempo sem hora,
Luz que não apaga
Quando sopra o vento
E chuva desaba,
Veludo escondido
Na pele enrugada,
Agua pura, ar puro,
Puro pensamento.
Morrer acontece
Com o que é breve e passa
Sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
É eternidade.
Por que Deus se lembra
- Mistério profundo -
De tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
Mãe ficará sempre
Junto do seu filho
E ele, velho embora,
Será pequenino
Feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade. (1902 - 1987 )



Um comentário:

EcoGeek disse...

Tô gostanto de ver. Agora, o senhor só quer viver no desfrute e tá todo pós-moderno, tem inté blog. Mas, nem avisa para os amigos. né?

Estou com muitas saudades.

Um grande abraço,

Myris