quinta-feira, 16 de outubro de 2014

ESPERANDO LULA

 A militância antiga e nova sempre se reencontrando nessas programações partidárias. É uma alegria renovada, vê tanta gente engajada nesse projeto político. A gente fica com as esperanças e energias redobradas


 Cacá, Jorge Viana, eu e Mauro Ribeiro

 Cosson e correligionária.

deputado Federal eleito, Léo e sua filha.

LULA AQUI




 Lula falando, tendo ao fundo Marcos Alexandre e Daniel Zen, Que foi eleito Deputado Estadual

 Fusquinha a caráter.

 Capitei a mão do Lula faltando um dedo.

 Pessoal se protegendo do sol

 Lula e Tião

 Jorge, discursando, ao lado de Marcos Alexandre.

 A fala emocionada do Tião.

 Lula enxugando o suor, que o calor era intenso.

 A militância do PV do AC. Eles não seguiram a orientação da direção e apoiam Dilma e Tião

 Reencontrando o amigo Toinho e seu filho, meu ex-aluno

 Bancários em greve se fizeram presente.

 O palco do comício, com a bandeira do Acre tremulando.

 militantes aguardando o início do comício.

 A carreata do aeroporto para a Gameleira.

 Abraçando meu federal (o mais votado), Raimundo Angelim.

 Reencontrando Ãngela (a 1ª filha do Chico Mendes) e seu esposo Lenon

 Pessoal querendo fotografar Lula.

 Lula chegando sendorecepcionado por Jorge,Nazaré, Perpétua e Sibá.

 Lula em terras acrianas.Nosso Lhé de camisa branca e barba da mesma cor bem atrás.

 Comitiva de recepção à Lula.

 Militância aguardando a chegada de Lula.

 Avião que trouxe Lula, taxiando.

Mais uma vez Lula volta ao Acre para prestigiar nosso governo e nossa militância, demonstrando seu carinho e seu compromisso com a nossa terra e o projeto político do PT. Mesmo  com um colégio eleitoral insignificante e com uma agenda superlotada de compromissos, Lula sempre arranja uma brecha para vir ao Acre. Sua historia com o nosso Estado remonta a 1980, quando ele veio se solidarizar com os companheiros sindicalistas do Acre, por ocasião do assassinato de Wilson Pinheiro. Ele hoje no seu discurso, lembrou esse fato e a sua famosa expressão dita naquela ocasião: "TÁ NA HORA DA ONÇA BEBER ÁGUA", que lhe valeu um processo pela de segurança Nacional. (Fiz uma postagem a respeito.)
A militância foi recebê-lo no aeroporto, seguindo em carreata para um comício, em meio dia em ponto, num sol quente de torar, na Gameleira (A justiça proibiu o ato em frente ao Palácio), mas vale.

As fotos foram tirada com minha máquina CANON

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

O TEMPO PASSANDO PELA JANELA.





 O nome de minha filha ANA CAROLINA, deve-se a essa música que eu gosto muito. O ANA é em homenagem a sua bisavó materna, que chamava-se ANA AMÉLIA DE ARAÚJO FREIRE. Pense numa pessoa boa! Ana só conheceu a sua vó Lia, filha de D.Ana. E o tempo vai passando pela janela...

PARABÉNS MINHA FILHA


O calendário marca: 15 de outubro de 2014. Ana "coroca" crava três ponto oito. E eu tô ficando velho!
Parabéns e muitas felicidades e que você consiga vê  também seu filho com essa idade, que também espero alcançar, afinal são só mais 35 anos e estarei com 101. Até lá a medicina já terá evoluído tanto, que a gente vai comprar orgãos desgastados pela internet.

CORRUPÇÃO





CORRUPÇÃO
(Vamos conversar?!)
*Marcos Inácio Fernandes
Um povo que não conhece a sua história, está condenado a repeti-la.”
                                                                                        (Eduardo Bueno)
Nesse sábado (11/10), quando estava fazendo meu programa de rádio na Difusora, recebi o telefonema do meu amigo e ex-colega da Emater, Raimundo Nonato (Pepino), que me pediu uma música com Elis Regina. Aproveitei o telefone e perguntei se ele ia votar na Dilma, nesse 2º turno. Ele disse que não e que ia se abster, que estava cansado de tanta corrupção e desancou a falar a respeito. Tentei ponderar e que ele reavaliasse a decisão, mas não tive sucesso. Cumpre dizer que o Pepino se informa apenas pelo rádio e televisão (áudio), pois está cego. Ele perdeu as duas visões, me parece, em face de um glaucoma. Estou relatando isso para dizer: já pensou se o Pepino pudesse ver e assistir as notícias editadas pela Globo, os âncoras de seus jornais televisivos fazendo sua caras de indignação e seus comentaristas tendenciosos como o Jabor, Merval Pereira, Eliane Castanhêde, Cristiana Lobo e, tantos outros, fazendo suas análises irônicas, debochadas e sarcásticas, todas contra o PT? Já pensou ele vendo toda a grade da Globo voltada para denegrir a imagem do PT e do Governo, até nos seus programas de trivialidades e banalidades, como o da Ana Maria Braga, que outro dia, fez seu programa com um colar de tomates, para ilustrar que a inflação estava sem controle e o tomate, pelo preço que estava, tinha virado jóia? Já pensou se o Pepino pudesse ler a Veja, e os artigos do seu pit-bul mor, Reinaldo Azevedo? Se ele pudesse ler e ver as manchetes e os conteúdos dos jornais diários Globo, Folha de São Paulo e Estadão, que capricham na pauta “o Brasil é uma merda”? Certamente, sua indignação seria bem maior.
É disso que se trata, minha gente! A verdadeira oposição está no PIG, expressão cunhada pelo deputado do PT, Fernando Ferro, que significa “Partido da Imprensa Golpista”. Eles criminalizam o PT e, por tabela a política, diuturnamente. Intoxicam a população em doses homeopáticas e as vezes em doses cavalares, permanentemente, o que talvez explique o elevado número de votos nulos em branco e abstenções dessa eleição (27,17%).
Eles não apresentam os fatos e sim as versões. E na política, as versões são mais importantes que os fatos, já ensinava Getúlio Vargas. Eles conseguiram, indelevelmente, pregar no PT, o estigma de partido corrupto (os “petralhas”) e transformar o “mensalão” em verbete da língua portuguesa, como sinônimo de corrupção. O termo já está incorporado ao imaginário popular, sendo irrelevante, dizer que não houve. A minha grande crítica ao PT é êle ter achado, ingênuamente, que fazia parte do consórcio do PODER, no Brasil, estando no governo.  Que trágico engano. O PT cometeu o crime de “Caixa 2”, como todos os demais grandes partidos, fato que não justifica, mormente porque, o PT pregava a ética na política e se desviou de sua pregação. Agora acontece, que os holofotes da mídia só focaram no PT. O mensalão (e nenhuma outra forma de periodicidade – semanal, quinzenal, anual, ) foi provada. Quem diz são renomados juristas. Não foi dado o amplo direito de defesa (a dupla jurisdição) aos réus, entretanto, os membros do partido foram julgados, condenados e presos e, mais deplorável, continuam a serem execrados pela imprensa, que não tira o mensalão de sua pauta. Enquanto isso, o primeiro mensalão do PSDB, que é chamado de “mensalão mineiro”, com valores bem maiores do que o do PT e provas mais robustas, caminha para a prescrição. O mensalão do DEM em Brasília e o mensalão do PSDB (trensalão), em São Paulo, da mesma forma, não merecem a mesma “indignação” nem a mesma cobertura da imprensa, pelo contrário – são escondidas e escamoteadas.
Na verdade, o PT está sendo penalizado, por suas virtudes e não por suas falhas. Os pobres entraram, pela primeira vez, no orçamento; a desigualdade caiu um pouco; milhões de brasileiros saíram da miséria e, quanta singeleza, já fazem 3 refeições por dia; o desemprego é muito baixo (5%); o salário mínimo tem um poder aquisitivo maior etc, etc. Em síntese,o governo tem muitas realizações positivas prá mostrar, mas são escondidas ou relativizadas. A perversidade de nossas elites, entre elas a mídia, é tanta, que eles não se contentam apenas em ganhar. Querem tripudiar e humilhar os pobres, como fez agora Fernando Henrique, desqualificando os votos do nordeste em Dilma.
Dito isso, quero dizer que estão enganados ou querendo enganar você, aqueles que dizem: “nunca houve tanta corrupção como agora com o PT”. Eu afirmo e garanto que houve. Agora, o que não houve foi a sua divulgação. A nossa história não é devidamente conhecida; as informações sobre a corrupção na ditadura militar eram censuradas (e como houve corrupção naquele tempo com as grandes obras de Itaipu, Transamazônica, ponte Rio/Niterói, etc.); e, na redemocratização, a mídia faz a auto-censura, editam, escondem, distorcem e fazem uma divulgação seletiva e, com exclusividade, apenas dos escândalos ligados ao PT e as esquerdas em geral.
Pois apoiados em historiadores e jornalistas idôneos, vou tentar desmistificar essa falácia, que estamos vivendo o pior momento no Brasil, no que diz respeito a corrupção.
A Gênese do “jeitinho” brasileiro, começa com o primeiro documento oficial da nossa terra – a carta de Pero Vaz de Caminha, - que faz o relato da “descoberta” e ao final pede um favor ao Rei D. João III, para uma colocação melhor para um seu parente, seu genro, Jorge de Ozório. Nascia alí o nepotismo, o “jeitinho” brasileiro. É o patrimonialismo, de que nos fala Faoro em Os Donos do Poder, onde o Estado é patrimônio do soberano e os bens públicos e privados se misturam; (promiscuidade entre o público e o privado) que persiste até os dias atuais. Ademais, D. João III não importou apenas a escória para nossa terra. Ele exportou também seus funcionários corruptos. O historiador, Eduardo Bueno, em seu livro “A Coroa, A Cruz e a Espada”, nos dá conta que: “o desembargador, Pero Borges, em maio de 1547, foi julgado pelo Rei D. João III, e condenado a não exercer cargo público por 3 anos, por ter desviado verbas para a construção de um arqueduto, no sul de Portugal. Pois bem, o mesmo Rei, 19 meses depois, em dezembro de 1548, o nomeou para o cargo de Ouvidor Geral do Brasil (cargo equivalente a de um atual Ministro da Justiça).
No governo de Duarte da Costa, (o 2º do Brasil) em 1553, esse mesmo Pero Borges, acumulou o cargo de Provedor Mor da Fazenda para cuidar do erário público, algo, que por analogia, seria como o Drácula tomando conta do banco de sangue ou Herodes tomando conta do berçário. Bueno é categórico em afirmar, que o governo de Duarte da Costa, foi o mais corrupto do Brasil. As denúncias de corrupção se sucediam e, foram tantas, que o 1º Bispo do Brasil, se incompatibilizou com Duarte da Costa e foi para Lisboa se queixar ao Rei. Deu azar. O seu navio naufragou nas costas de Alagoas, o Bispo e alguns sobreviventes foram aprisionados e comidos (por via oral, diga-se) pelos índios Caetés. D.Pero Borges,  finalmente, foi mandado de volta para Portugal, mas nunca foi punido. Esse período pode ser bem sintetizado numa carta do Pe. Vieira ao Rei de Portugal: “Perde-se o Brasil, Senhor, porque alguns ministros de Sua Majestade não vêm cá buscar o nosso bem, vêm cá buscar nossos bens...”
 O gérmen da impunidade, também tem raízes históricas profundas. Ela começa com o perdão do Rei de Portugal a escória de marginais e criminosos lusitanos, condenados até por sentença em pena de morte, com exceção apenas para os crimes de “heresia, traição, sodomia e moeda falsa.” Todos os demais tipos de criminosos foram perdoados e degredados para o Brasil. Portanto, a nossa colonização, começou com a escória portuguesa anistiada pelo Rei, constituindo-se numa tradição, que permanece nos dias atuais. O exemplo mais recente foi a anistia aos torturadores do regime militar implantado em 64, que cometeram crimes de lesa humanidade e foram “amparados” pela lei da Anistia de 1979, e, recentemente, confirmada pelo Supremo Tribunal Federal.’
Agora mais recente, apenas no século passado, temos a figura daquele que podia ser o patrono dos corruptos brasileiros, que exercem cargo público. O Governador por 3 vezes, de São Paulo, Adhemar de Barros, que se elegia e reelegia com o mote sincero e cínico de “ROUBA MAS FAZ”. Fazia, roubava e fez seguidores: Maluf, Pita, Quércia e mais recentemente os tucanos de alta plumagem de São Paulo onde nem Mário Covas escapa aos escândalos do trensalão. Para terem uma idéia do tanto que Adhemar roubou, no seu livro, “O Cofre do Dr. Rui” o jornalista Tom Cardozo conta uma ação da VAR-PALMARES (Vanguarda Armada Palmares, que foi uma fusão da Vanguarda Popular Revolucionária – VPR, de Carlos Lamarca, com o Comando de Libertação Nacional – COLINA, do Juarez de Brito), em 1969, realizaram uma ação, na qual, expropriaram o cofre da amante de Adhemar de Barros, Ana Benchimol Capriglione, no Rio. No cofre havia 2,4 milhões de dólares. Se no cofre da amante, tinha esse valor, quanto não teria em outros cofres e no exterior?
Nos governos militares, da mesma forma, nunca se roubou tanto. Os golpistas de 64 disseram que vieram para erradicar a subversão e a corrupção. Apenas conseguiram matar alguns subversivos, entre eles, meu amigo Silton. Quanto a corrupção, veja o que diz Carmen Fusquine em um artigo que escreveu: “O ministro Armando Falcão, pilar da ditadura, chegou a dizer: “O problema mais grave no Brasil não é a subversão. É a corrupção, muito mais difícil de caracterizar, punir e erradicar”. Com o AI-5, de 1968, a ditadura dotou-se de mecanismo para confiscar bens de corruptos. A Comissão Geral de Investigações, criada em 17 de dezembro de 1968, propunha-se a “promover investigações sumárias para o confisco de bens de todos quanto tenham enriquecido ilicitamente, no exercício do cargo ou função pública”. A roubalheira correu solta durante todo o regime militar. Carlos Fico conta que, entre 1968 e 1973, auge da ditadura, a CGI analisou 1.153 processos de corrupção. Aprovou 41 confiscos de um total de 58 pedidos. Entre os investigados ou condenados, “mais de 41% dos atingidos eram políticos (prefeitos e parlamentares) e aproximadamente 36% eram funcionários públicos. Num único ato, em 1973, chegaram ao Sistema CGI cerca de 400 representações ou denúncias”. Seria o caso de dizer: nunca se roubou tanto no país quanto em 1973.” Isso sem contar o que se superfaturou com as obras faraônicas da ditadura: Transamazônica, Itaipu, ponte Rio – Niterói, etc. Cláudio Guerra, no recente “Memórias de uma guerra suja”, afirma que o regime financiou a repressão, na sua fase final, com dinheiro do jogo do bicho. Cita empresários, como o dono da Itapemirim, que receberam vantagens oficiais pelos bons serviços à repressão.
Uma determinação do Ministério da Justiça orientava a mídia: “É vedada a descrição minuciosa do modo de cometimento de delitos”. Era  a brutal censura aos veículos de comunicação, que impedia que o povo brasileiro se informasse dessas mazelas, mas que elas existiam em profusão.
Para não me alongar muito ainda falta relatar o maior roubo que fizeram ao povo brasileiro, alienando o seu patrimônio no processo das privatizações. A chamada PRIVAT\RIA TUCANA (Uma mistura de “privatização” com “pirataria”) obra escrita e documentada pelo jornalista premiado, Amaury Ribeiro Jr, e o PRÍNCIPE DA PRIVATARIA do jornalista Palmério Dória, que trata mais especificamente da compra da emenda para a reeleição, do interesse do FHC, e que subornaram para a sua aprovação, parlamentares, Naquela episódio, pagaram para alguns parlamentares do Acre, 200 mil reais. Se um parlamentar do nosso Estado valeu 200 mil, quanto teria valido um de São Paulo. Foi pedida uma CPI e oferecida denúncia que foi engavetada pelo “Engavetador Geral da República, Geraldo Brindeiro. Em breve vou detalhar mais esses tristes episódios da nossa história recente.

*Marcos Inácio Fernandes é professor aposentado da UFAC e militante do PT.


MEU 1º E MEU ÚLTIMO ARTIGO SOBRE A MARINA.




A Estrela Cai
(Perdeu Perdendo)
*Marcos Inácio Fernandes

“Ninguém pode escapar de suas escolhas” (Sandra – personagem do filme: Dois dias, uma noite.)

Comecei a escrever e publicar meus artigos sobre a Marina desde os anos 90. Meu 1ª artigo  falando dela foi “A Estrela Sobe”, publicado em 11/10/90, quando ele se elegeu para Deputada Estadual, sendo a mais votada, pelo PT do Acre. Esse artigo mereceu até um elogio do decano dos jornalistas do Acre, José Chalub Leite, que me encheu de orgulho. Depois escrevi: “Marina Não É Importante”(que muitos só foram entender o título, quando leram o artigo); quando ela completou 50 anos, comemorei a data com outro artigo: “Bodas de Sangue”. Então ela rompeu com o nosso projeto e abandonou o PT e eu passei a criticar suas atitudes, sempre de forma leal e respeitosa. Escrevi nas eleições de 2010, “A Direita Veste Verde” (22-10-2010) e “Desembarcando da Atualidade” (08-11-2010), criticando seus posicionamentos políticos naquelas eleições.
Agora, mais recentemente, escrevi e publiquei, “Marina Tecendo o Plano C de Sua Rede” e  “A Volta da Dupla Militância”, abordando, entre outras coisas, sua ida para o PSB. Guardo todos esse artigos e outros textos e “santinhos” da Marina, com muito carinho. Esse artigo é o último que faço sobre ela e, com ele, fecha-se um ciclo, na minha vida pessoal e política, que vai da admiração a desilusão e o desalento.
Tenho um amigo do PT, que me disse outro dia, que ainda tem esperança de encontrar com a Marina, cara a cara, e dizer: “Marina eu me arrependo dos votos que dei em você”. Ele expressava uma raiva grande, que é uma coisa que eu não tenho, mesmo porque, não me arrependo dos votos que já dei na Marina. Ela me representou bem na Câmara Municipal de Rio Branco, na Assembléia Estadual e representou bem o Acre no Senado Federal. Entretanto, com a sua decisão de levar água para o moinho da direita, apoiando o PSDB, meu sentimento em relação a Marina, considero pior do que a raiva.  O meu sentimento pessoal é o de  pena.
Eu não votei na Marina, nem em 2010 e nem agora, mas eu torcia que ela fosse para o 2º turno com a Dilma nessas eleições e realmente quebrasse a polarização entre PT e PSDB, que ela falava tanto. Mas ela perdeu e, pior, perdeu perdendo, quando se alia a um projeto, que ela sempre combateu.
Marina perdeu o ativo maior que uma pessoa e um político pode ter – sua credibilidade; perdeu seu discurso da “nova política”; perdeu sua coerência; perdeu suas raízes e perdeu seu rumo. Renegou sua história.
Guardo um texto que a Marina escreveu quando era Senadora, que retratava a conjuntura política do Acre na época. É um texto muito bonito, cujo título é: “A Cor da Paz e o Uso do Perdão” Pinço um trecho: “...Quem usa medidas rigorosas na defesa do patrimônio público, é acusado de perseguidor. Quem desviou verbas, sonegou impostos (ou seja, roubou a sociedade) pede esquecimento, com base no perdão espiritual. Paz e perdão não foram feitos para jogar falcatruas para baixo do tapete; não foram feitos para entregar a chave do poder público a quem mostrou que não tem condições morais para exercê-lo. Não foram feitos para perpetuar a impunidade,”
Os novos aliados da Marina, fizeram e fazem tudo isso que ela dizia que não merecia perdão. Desviaram verbas, sonegam impostos, roubaram da sociedade e jogaram todas essas falcatruas prá debaixo do tapete. O candidato que ela vai apoiar, Aécio Neves, não tem condições morais para exercer a Presidência. Ele representa o que há de pior na velha política, que a Marina dizia combater. Ele que não se submeteu a um simples exame de bafômetro, ousa se submeter a escolha do povo brasileiro nas urnas. E o nosso povo, através da sua soberania, há de fazer o exame do Aécio nas urnas, como já fez em Minas e o reprovou. Sobrou álcool e faltou votos.
Eu tenho um amigo que diz: “Quem é comunista, nunca deixa. Quem deixa, é porque nunca foi.” E João Saldanha dizia: “não tem ninguém mais mau-caráter, do que um ex-comunista” Marina, que começou sua trajetória política no Partido Comunista Revolucionário, entra agora, para a galeria dos ex-comunistas Carlos Lacerda, Ferreira Gulart e Roberto Freire. Uma galeria que nos envergonha.
Tem um brocado popular aqui no norte que diz: “tanto cai como derruba os outros.”   Ele se presta como uma analogia perfeita para explicar a nova postura da Marina.  Ela tanto cai como derruba os outros. Caiu em 2010 e derrubou o PV, caiu na regularização da sua rede, caiu agora em 2014 e derrubou o PSB e vai cair de novo e derrubar o PSDB. Dá pena!
 Prometo Marina, que está será a última vez, que falo de você. Não irei gastar vela com defunto ruim, como se diz no nordeste. Quero apenas assistir, contristado, o desfecho do seu velório político. Pessoalmente, quero lhe desejar vida longa, para que o tempo, senhor da razão, se encarregue de dizer se você fez, ou não, uma boa escolha.

*Marcos Inácio Fernandes, é professor aposentado da UFAC e militante do PT.

sábado, 11 de outubro de 2014

MEU ARTIGO NO PÁGINA 20


Mudanças… Que mudanças!

O candidato Aécio Neves diz que há um sentimento de MUDANÇAS na sociedade brasileira, que foram manifestadas nos protestos de junho de 2013 e que agora foram expressas nas urnas nessas eleições recentes de 2014. Como diria o ator daquele quadro humorístico: há controvérsias! Ele refutava tudo o que parecia natural e uma verdade absoluta. É o que pretendo fazer agora em relação a esse “sentimento de mudança”.
A primeira consideração é que a “mudança” tanto pode ser para melhor como para pior. Nesse sentido e, na minha avaliação, o candidato Aécio, tem certa razão quando diz que ele personifica a “mudança”, só que uma mudança para pior. Um retorno a política neoliberal, que provocou no mundo a crise de 2008, a maior do capitalismo desde 1929, onde, mais uma vez o ESTADO saiu em socorro do MERCADO salvando seus capitalistas e penalizando os trabalhadores com o desemprego, que é a pior tragédia para a classe operária.
No Brasil, que apresenta uma das menores taxas de desemprego do mundo (em torno de5%) só foi possível graças as políticas anticíclicas de Lula e Dilma, com o Estado investindo em infraestrutura, ampliando o crédito, desonerando as atividades produtivas, entre outras medidas. A crise nos atingiu,(crescimento baixo), mas foi como uma “marolinha”, como disse o Lula, e não como o tsunami, que ainda assola Europa e Estados Unidos.
A segunda consideração é sobre o veredicto das URNAS. Elas disseram que Aécio ficou em 3º lugar, com 34.987.196 (24,50%) dos votos. Ele perdeu para as abstenções e votos nulos e brancos, que totalizaram 38.797.267 (27,17%), fenômeno, que não deixa de ser, muito preocupante para a democracia e a cidadania. Na verdade, quem passou para o 2º turno, foi a Dilma, com 49.267.438 (30,29%) e NINGUÉM (27,17%), como já demonstramos. O PT e o bloco de apoio a Dilma elegeu 304 Deputados Federais e 40 Senadores, enquanto, que o PSDB e a base do Aécio Neves, só elegeu 130 deputados Federais e 20 Senadores.
Ademais, as urnas elegeram o Congresso mais conservador, desde a redemocratização. O PT perdeu 10 parlamentares, mas ainda é a maior bancada (70 deputados) e, provavelmente, fará o Presidente da Câmara.
A bancada sindical, ligada aos trabalhadores, refluiu de 83 para 46 deputados, enquanto a bancada empresarial, conta com 190 deputados; a “bancada da bala”, com representantes de militares, policiais e outros organismos de segurança, que são contra o Estatuto do Desarmamento, a favor da redução da Maioridade Penal e de leis mais rígidas, conta com 55 deputados, inclusive, com o nosso major Rocha. Eles estão legitimados por uma avalanche de votos: Jair Bolsonaro (PP-RJ) com 464.418 votos, sendo o mais votado no Rio de Janeiro; o coronel PM do DF, Alberto Fraga (DEM-DF), com 155.056 votos: Moroni Torgan (DEM-CE), com 277.774 votos, o mais votado no Ceará. Ainda tem a “bancada dos evangélicos”, com 52 deputados, lideradas pelo Marcos Feliciano (PSC-SP), que teve quase 500 mil votos; e a “bancada ruralista”,com 257 deputados. Se serve de consolo, a bancada das mulheres, aumentou em 10%, era de 46 e passou para 51 deputadas. Quer dizer: houve, de fato,uma mudança. Mudança para pior e muito pior.
A terceira consideração sobre as “mudanças” é o caso de São Paulo. No Estado que é governado há 20 anos, pelos tucanos, com escândalos sucessivos, desde Mário Covas, (Trensalão, metrô, pedágios e tantos outros) e agora faltando água, elegeram o Geraldo, logo no 1º turno. É bom lembrar que a polícia de São Paulo, do Geraldo, foi a grande responsável pelo acirramento dos protestos de junho quando, violentamente, reprimiu o Movimento do Passe Livre-MPL, na sua 1ª mobilização em São Paulo. Depois daquilo, foi o estopim que se viu por todo o Brasil. Interessante ressaltar, que os tucanos falam tanto em revezamento no poder e, em São Paulo, estão aboletados nele há duas décadas, blindados por uma imprensa que não mostra suas mazelas.
As mudanças positivas também aconteceram e, são expressivas. Cito a de Minas Gerais, onde Aécio Neves foi Governador por duas vezes, fez o governador, diz que fez um “Choque de Gestão” e teve agora uma derrota retumbante nas urnas. Perdeu para Dilma e perdeu o governo, logo no 1º turno. A segunda foi a derrota da oligarquia Sarney, no Maranhão por um comunista do PC do B, Flávio Dino. Ela sinaliza para o fim de um ciclo dos “coronéis do nordeste”. Agora só está faltando o povo derrubar o clã dos Alves, Maias e Rosados, no meu Estado, o Rio Grande do Norte. Espero que ela comece acontecer agora no 2º turno, no RN, onde um dos Alves (Henrique Eduardo Alves), vai concorrer.

Marcos Inácio Fernandes * – * Professor aposentado da Ufac e militante do PT



sexta-feira, 10 de outubro de 2014

ANDRÉ DE FATOCA SUBIU !


  Uma música que exprime um sentimento de perda. Luz Negra.

 Em 1975, ví esse show com o André no Canecão, no Rio. Um deleite.


Hoje perdi um amigo dileto. Foi o Dr. André Fausto, casado com minha cunhada Fátima. Ele morava em Mossoró e há mais de 30 anos convivia com uma doença degenerativa - esclerose múltipla. Na última vez que o visitei foi o no passado quando ia para Areia Branca e passei em Mossoró para visitá-lo. Já estava de cadeira de rodas, só o "endereço" mais muito lúcido e, por incrível que possa parecer, ainda prestava seus serviços no hospital, ditando seus laudos para os exames radiológicos. Ele era médico radiologista. Hoje as 4 horas da tarde subiu para o 2º andar. Descanse em paz amigo.
Conheci o André, ainda solteiro e quando cursava medicina em Natal e morava na República de D. Maria Elisa, onde eu também fui morar e passei, já casado, alguns meses por lá. Em 1975, nos encontramos no Rio, onde ele já fazia residência médica no Hospital dos Servidores. Naquele ano, assistimos o show de Chico e Bethânia no Canecão, uma das coisas mais prazerosas da minha vida. Depois nos encontramos muitas vezes na praia de Cajueiro, na casa de Lula e Juca, nas famosas rodadas de Canastra e jogamos, também, muita conversa fora nas reuniões  dos Fernandes/Medeiros. André era um fumante inveterado e um amante da  música popular brasileira e apaixonado pelas músicas que a Nara Leão interpretava com seu estilo doce e suave. Talvez essa admiração pela Nara fosse pelo fato dela cantar retratando seu temperamento. André era uma pessoa doce. Deixa saudades nos nossos corações. Descanse em paz, amigo.
 Amanhã vou homenageá-lo no meu programa de rádio, rodando algumas músicas da Nara Leão e do Show de Chico e Bethânia, que assistimos juntos. Aí por cima dê lembranças à Narinha e diz prá ela, que ela continua aqui cantando prá gente.


terça-feira, 7 de outubro de 2014

AOS MEUS FILHOS



Foto: Clã dos Fernandes/Medeiros. Em baixo:Jussara, Eró. Jussarinha, Izolda, Lilina e Dadade  Atráz:Lucas, Kalen, Vilma, Ivone e Janaina.

Aos Meus Filhos

Não gosto muito de falar disso, mas é bom que meus filhos saibam, que eles são frutos do projeto generoso das esquerdas, mas particularmente, dos comunistas do Brasil. Explico. No início dos anos 70, conheci a mãe de vocês (Eró) em circunstâncias muito adversas. Havia uma ditadura no Brasil e a tia de vocês Izolda, havia sido presa e incursa na Lei de Segurança Nacional, apenas por ter distribuído uns panfletos na porta da fábrica Guararapes de confecções (onde hoje é o shopping Midway Mall), em Natal, contra o governo ditatorial. Naquele tempo, falar mal do governo, dava cadeia e tortura, não era essa moleza de hoje, que achincalham a nossa presidente, até com palavras de baixo calão, não respeitando, sequer, sua condição de mulher, mãe e avó.

Pois bem, naquela época, eu e Izolda militávamos no PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário), do patriota Apolônio de Carvalho, que seria um dos fundadores do PT na redemocratização. Com ela presa na penitenciária João Chaves, que ficava nas imediações de onde hoje mora a Dadade, nós íamos visitá-la no domingo. D. Ritinha, sua mãe, Eró, eu o Silton, entre outros. Andávamos a pé, de Igapó a penitenciária, pois naquela época a estrada era de barro e não havia transporte até lá. Era uma caminhada penosa para uma senhora de idade como D.Ritinha. Porém, o mais penoso, era passar pelo constrangimento das revistas que os carcereiros faziam nas pessoas apalpando as partes íntimas das mulheres. Isso era um suplício para D. Ritinha, já sexagenária. A Eró achava que a Izolda não devia ter tido o “direito” de fazer isso com a mãe dela e todos na família a recriminavam. Recriminavam a pessoa física da Izolda, por subversiva, mas tinham uma certa indulgência com regime político capaz de tantas atrocidades, como as que fizeram com milhares de brasileiros, inclusive, a presidente Dilma Roussef, igualmente, presa, torturada e sentenciada por Tribunal Militar, de exceção.

Nessas idas e vindas para a penitenciária, pintou um namoro entre eu e Eró e entre Silton e Izolda. Eu casei com Eró, Silton foi assassinado, sob torturas, pela ditadura e Izolda foi para o Peru, onde constituiu família no exílio, nascendo de seu casamento com Oscar Huaranga, Jussara e Ernesto. Casei com Eró em 1975, vocês nasceram em 76 e 78, já na transição da ditadura para a democracia, e já pegaram um país melhor e também puderam exercer, desde cedo, suas cidadanias. Eu só fui votar para Governador aos 34 anos e para presidente aos 48 anos. Eleger Presidente da República diretamente foi só a partir de 1989.

Hoje, eu e Izolda, somos avós. Eu tenho apenas um neto e poucas cicatrizes da ditadura. Ela tem muitas cicatrizes e seis netos, uma proeza e uma lição de vida, para quem foi uma sobrevivente como a Dilma.

 Digo tudo isso porque me sinto no dever e na obrigação de alertar meus filhos e minha família sobre suas escolhas políticas num momento tão decisivo para o Brasil. Podem votar no Aécio, se quiserem. Saibam, porém, que essa decisão, é até um desrespeito e uma desconsideração pela nossa trajetória de vida. NENHUM VOTO PARA AÉCIO. VAMOS COM DILMA 13
Essa é a orientação para os “clãs” dos FERNANDES/MEDEIROS/ALVES/ OLIVEIRA

Marcos Inácio Fernandes.