domingo, 15 de agosto de 2010

AO TERRORISMO DOS MARINHO, RESPONDEREMOS: DITADURA NUNCA MAIS!


É um passado que enobrece a candidata (MIF)


Do blog CIDADANIA, do Eduardo Guimarães.

Se pudesse dar um conselho a Dilma Rousseff, diria que não se preocupasse com o seu principal adversário. Ele não existe, simplesmente. É a roupa que não se sustenta em pé sem um cabide (a mídia). Poderia ter qualquer nome ou forma, é apenas o que estava à mão da direita, da qual a mídia corporativa é a manifestação mais poderosa, hoje em dia…

O problema de Dilma é a mídia – e continuará sendo inclusive se a petista vencer a eleição. E, para ser mais claro, dou nome aos bois que executarão a tarefa de tentar desmoralizar a candidata: Organizações Globo, Grupo Folha, Grupo Estado e Editora Abril, com as capilaridades todas desses impérios de comunicação.

Agora virão com tudo, as concessões públicas de rádio e tevê, os grandes jornais e revistas semanais irrigados com o dinheiro dos impostos de TODOS os brasileiros, enquanto tais meios acusam o governo de dar a alguns bloguinhos o que eles é que recebem aos caminhões simplesmente por conta de uma lei não escrita, mas que o governo Lula continuou obedecendo, parcialmente, para evitar maiores encrencas.

Mas o que restaria à mídia tucana tentar se não mais do mesmo? Vêm aí mais acusações a Dilma. Por alguma razão, as famílias supra mencionadas e os seus amigos donos de tevês, rádios, jornais e revistas acham que não acusaram suficientemente a candidata.

Encontrei lá no blog do Luis Nassif um bom exemplo do que já começa a ser tentado, na forma de reprodução e questionamento de matéria da revista Época levantando suspeitas sobre o passado guerrilheiro de Dilma, para variar. Ou seja: volta a tática do medo, até então moribunda depois das besteiras ditas por Índio da Costa e avalizadas por José Serra.

A mídia não vê alternativa – e talvez não haja mesmo. Quem sabe a tática do medo leva a eleição para o segundo turno, pelo menos…

Mesmo com a experiência de 2002 e, sobretudo, com a de 2006, quando Alckmin, na segunda rodada da eleição, teve menos votos do que na primeira, a direita continua achando que o segundo turno é “uma outra eleição” – eles repetem tanto as próprias frases feitas que terminam acreditando nelas.

As pessoas mais politizadas ficarão irritadas, as menos politizadas ficarão indiferentes, mas todos teremos que agüentar essa baixaria. Pelo menos teremos a satisfação de vencer essa estratégia simplesmente não fazendo nada, deixando que ela, sozinha, trucide o último fio de possibilidade de Serra de, mesmo não vencendo, sair da eleição de cabeça erguida.

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