quarta-feira, 6 de agosto de 2008

COMEMOREMOS!!!







Entre 2002 e 2008, 3 milhões de brasileiros deixaram de ser pobres. A pobreza diminuiu 13,5%. A desigualdade social diminuiu um pouquinho, mas o abismo continua. Como disse Bernard Shaw: "Há quem morra chorando pelo pobre, eu morrerei denunciando a pobreza."


Modelo econômico beneficiou mais os mais pobres, mostra pesquisa do Ipea

O percentual de famílias pobres caiu de 32,9% para 24,1% da população nas seis maiores regiões metropolitanas do país entre 2002 e 2008, segundo trabalho realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão do Ministério do Planejamento. Isso representa uma redução de quase um terço no total de pobres, ou cerca de 3 milhões de pessoas.
O levantamento, com base na pesquisa mensal de emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considera como pobres pessoas em famílias com renda mensal per capita de até meio salário mínimo (R$ 207,50). Já o percentual de indigentes (renda de até R$ 103,75) caiu pela metade no mesmo período, de 12,7% para 6,6%, uma redução de 2,4 milhões de pessoas nessa condição. Hoje, 27,4% dos pobres são considerados indigentes - em 2002, esse percentual era de 38,6%. “As medidas para o combate da indigência estão tendo resultados mais efetivos que as medidas para combate da pobreza”, avalia o presidente do Ipea, Marcio Pochmann.
Em números absolutos, as duas regiões metropolitanas que registraram as maiores quedas na pobreza foram São Paulo e Rio de Janeiro, com redução de 1,15 milhão e 571 mil, respectivamente, no número de pessoas pobres entre 2002 e 2008. A região que registrou a menor redução foi Recife, cerca de 300 mil pobres a menos. Além dessas regiões, entraram na pesquisa Porto Alegre e Salvador. Em termos proporcionais, no recorte regional, a maior queda da pobreza foi registrada em Belo Horizonte, de 38,3% da população em 2002 para 23,1% em 2008. No Rio, o percentual de pobres saiu de 28,4% para 22%.
O estudo do Ipea mostra que, entre 2002 e 2008, o crescimento da economia beneficiou também os mais ricos (indivíduo pertencente a famílias cuja renda mensal é igual ou superior a 40 salários mínimos, ou R$ 16,6 mil). Em termos percentuais, os ricos passaram de 0,8% da população em 2003 para 1% em 2008, mesmo percentual do ano de 2002. Em números absolutos, cresceram de 362 mil para 476,5 mil.
Segundo o Ipea, o crescimento da economia beneficiou menos os ricos e pessoas de classe média alta. “O crescimento econômico vem acompanhado de mais empregos, que estão basicamente na base da pirâmide. A expansão do emprego de classe média alta depende da continuidade do crescimento”, disse Pochmann.
Para Pochmann, a saída de 3 milhões de brasileiros da pobreza entre 2002 e o fim de 2008 nas seis maiores regiões metropolitanas do país, conforme a previsão do órgão, é influenciada pelo crescimento da economia (com geração de emprego formal e aumento salarial), os ganhos reais do salário mínimo e as políticas sociais.
Os resultados do levantamento também mostram que, no período analisado, houve ascensão de uma classe intermediária: enquanto em 2002 aproximadamente dois terços da população nos grandes centros integravam a chamada classe média e classe média baixa, em 2008 a participação deverá crescer para um percentual mais próximo a três quartos

FULGE UM ASTRO NA NOSSA BANDEIRA

Cena da novela Amazônia de Carla Perez




Hoje comemora-se 106 anos do início da Revolução Acreana,quando Plácido de Castro, comandando um exército de seringueiros, tomam de assalto a Intendência boliviana em Xapuri na madrugada de 6 de agosto de 1902. A história registra, que o comandante boliviano achando que os brasileiros estavam chegando para os festejos do dia nacional da Bolívia, que coincide com essa data, havia dito: "ÉS TEMPRANO PARA LA FIESTA" ao que Plácido de Castro retrucou:"NÃO É FESTA É REVOLUÇÃO" Iniciava-se alí, o desfecho de um processo de inssurreições,que começara com Sebastião de Carvalho,passando por Galvez e pela "Expedição dos Poetas",para tornar o Acre brasileiro.



O Acre "era um triângulo de moléstias tropicais e rios tortuosos encravado entre a Bolívia, Peru e Brasil. Enfim, um lugar que nenhum cristão procuraria para juntar seus trapos."(SOUZA,1995). Essa imensa área geográfica, aparecia nas cartas bolivianas como "tierras non descubiertas". Com a exploração da borracha pelos brasileiros, passa a ser chamada "region de gomales" e posteriormente "território de Colônias". Até o início do século XX, o Acre não existia enquanto região sócio-política. Ele era apenas um afluente do rio Purus, que os Apurinãs denominavam de "AQUIRI"(rio dos jacarés). Segundo Márcio de Souza, no seu livro "Galvez - O Imperador do Acre",a origem do nome ACRE, deriva dessa denominação dos Apurinãs, Conta ele: "O cearense desbravador João Gabriel Carvalho e Melo, pouco afeito a arte da caligrafia, rabiscou este nome no envelope,remetendo-o ao Visconde de Santo Elias pedindo algumas mercadorias, que o Visconde depois de muito trabalho, decifrou como ACRE. O Visconde começava a fazer um bom negócio sem saber que batizara também um território."

O Acre,no dizer dos Autonomistas "È O AMOR AO BRASIL, QUE SE TORNOU EXPRESSÃO JURÍDICA". O Acre é brasileiro por opção. Uma conquista dos seringueiros nordestinos que, a serviço de seus patrões e de armas em punho,"Empurraram a fronteira com a própria miséria"(SOUZA,1995),dando os contornos definitivos ao mapa do Brasil.

sábado, 2 de agosto de 2008

E GIL MANDOU AQUELE ABRAÇO PARA O MC




AQUELE ABRAÇO
Composição: Gilberto Gil


O Rio de Janeiro continua lindo
O Rio de Janeiro continua sendo
O Rio de Janeiro fevereiro e março
Alô, alô Realengo... aquele abraço!
Alô, torcida do Flamengo... aquele abraço!
Alô, alô Realenjo... aquele abraço!
Alô, torcida do Flamengo... aquele abraço!
Chacrinha continua balançando a pança
E buzinando a moça e comandando a massa
E continua dando as ordens no terreiro
Alô, alô seu Chacrinha... velho guerreiro
Alô, alô Terezinha, Rio de Janeiro
Alô, alô seu Chacrinha... velho palhaço
Alô, alô Terezinha... aquele abraço!
Alô, moça da favela... aquele abraço!
Todo mundo da Portela... aquele abraço!
Todo mês de fevereiro... aquele passo!
Alô, Banda de Ipanema... aquele abraço!
Meu caminho pelo mundo... eu mesmo traço
A Bahia já me deu... régua e compasso
Quem sabe de mim sou eu... aquele abraço!
Pra você que meu esqueceu... aquele abraço!
Todo o povo brasileiro... aquele abraço!